REFERÊNCIAS PARA O CINEMA DE MULHERES NO BRASIL

No Brasil, aumentam as iniciativas, coletivos e portais de promoção, apoio e pesquisa sobre a relação entre cinema e gênero, em especial, sobre a representação e a atuação das mulheres no audiovisual. Nós do Arte Aberta acreditamos que o mapeamento e a divulgação desses projetos possam ajudar pesquisadores e interessados a terem mais informações e, assim, fortalecer essa rede do cinema de mulheres no Brasil.   

Com essa premissa, criamos aqui um banco de dados com essas iniciativas. Dividimos o banco de dados em categorias (até agora): 1) Cinema de Mulheres – Visão geral; 2) Coletivos de Mulheres Realizadoras; 3) Crítica sob o olhar de mulheres; 4) Exibição; 5) Pesquisa e 6) Jornalismo Feminista. Iniciamos nosso apanhado com 25 projetos! Vamos ampliar esse mapeamento!

A ideia é que este seja um banco de dados em constante atualização. Quer enviar informações sobre sua ação, escreve para arteaberta@arteaberta.com

Cinema de Mulheres – visão geral

Imagem de uma mulher sentada numa cadeira de direção olhando para os negativos de um filme. Abaixo, letras brancas em um fundo preto:

  1. Arte Aberta

Canal de promoção, visibilidade e questionamento sobre o papel da mulher no audiovisual – a sua representação nas telas e as diversas funções que exerce na realização das obras. O Coletivo quer apresentar dados sobre a questão de gênero no audiovisual brasileiro: quantas são e quem são as mulheres do nosso cinema? O Arte Aberta, ainda, abre espaço para a difusão do cinema nacional independente – curta, média e baixo-orçamento – ou qualquer filme que tenha impacto social e cultural.

  1. Mulher no Cinema

Mulher no Cinema é um site para celebrar o trabalho das mulheres nas telas. Foi criado e é escrito pela jornalista Luísa Pécora.

  1. Mulheres do cinema brasileiro

O site Mulheres do Cinema Brasileiro é resultado do projeto de mapeamento das mulheres da cinematografia nacional.

  1. Filmes Feministas

Reunir uma lista de filmes com temática feminista pode ser uma importante forma de ajudar instituições, educadores, grupos e pessoas interessadas em fazer uma discussão sobre “feminismo” e temas correlatos como gênero, condição feminina, homofobia, violência contra as mulher, aborto, preconceito, etc. Então, a ideia é fazermos de forma colaborativa uma lista com contribuições diversas, pois chegou a hora tornar “feminismo” um gênero cinematográfico!

  1. Mulheres do Cinema

Página destinada a tirar do anonimato a figura da mulher dentro da produção cinematográfica, com o intuito de mostrar sua potência dentro da área.

  1. Feito Por Elas

Parte da rede de podcasts AntiCast, o Feito Por Elas é comandado por Angélica Hellish e Isabel Wittmann, e veio para valorizar e discutir as obras de cineastas mulheres cujos fantásticos trabalhos são tantas vezes ignorados pelo público em geral.

  1. Cinemas Feministas

Descolonizar nossos corpos pelo Cinema, mobilizar afetos, estéticas e políticas nas dobras e fissuras, na cartografia de nossos desejos de liberdade.

Coletivos de Mulheres Realizadoras

  1. Coletivo Vermelha

É um coletivo de diretoras e roteiristas criado em São Paulo, em 2014, cujo objetivo é compreender qual o espaço ocupado pelas mulheres no meio audiovisual, tanto nos seus processos de produção e funções, como nas formas em que as mulheres são representadas.

  1. Mulheres Negras no Audiovisual Brasileiro

É um site independente, criado para divulgar informações de contato e trabalhos realizados por profissionais negras e/ou indígenas que atuam no audiovisual brasileiro. Nosso objetivo é dar visibilidade aos nossos projetos, ampliar a rede de contatos e de parcerias como uma das formas de resistir e continuar numa área ainda machista e racista.

  1. Empoderadas

Empoderadas é uma websérie em formato documental que visa apresentar mulheres negras das mais distintas áreas de atuação (artes, entretenimento, política, empreendedorismo e outras); que possibilitam o empoderamento das demais mulheres. Idealizada por Renata Martins, a primeira temporada foi composta por 14 episódios em parceria com a cineasta Joyce Prado.

  1. Mulheres do Audiovisual

Mulheres desenvolvendo meios para que nossas referências e nossa contribuição nas artes sejam apreciadas e reconhecidas.

  1. Visionárias

Projeto Visionárias – Encontros, Cursos e Debates sobre a Produção Executiva no Audiovisual, do ponto de vista das mulheres.

  1. Mulheres no Audiovisual PE

A frente “Mulheres no Audiovisual” é formada por profissionais do audiovisual que querem combater o machismo imenso que nos ronda, e como mulheres, nos oprime.

  1. WIFT Brasil

A WIFT Brasil é uma sociedade de membros, cujo foco principal é dar suporte profissional, oportunidades de networking e reconhecimento para mulheres que trabalhem com cinema e televisão no país.

Crítica sob o olhar das mulheres

  1. Verberenas

Blog colaborativo feito por minas que trabalham com cinema. Além de fazer filmes e escrever sobre filmes, também realizam eventos, fortalecendo grupos de mulheres e liderando projetos diversos.

  1. Elviras

Coletivo de mulheres que escrevem críticas cinematográficas e/ou produzem reflexão teórica sobre audiovisual.

  1. Valkirias

Site sobre cultura pop, feito por mulheres e para mulheres, que busca discutir música, cinema, tv, literatura e games sob uma perspectiva feminista, problematizando e levantando questões que muitas vezes são ignoradas em espaços mais abrangentes.

  1. Série por Elas

Um espaço online que vai adentrar o universo das séries a partir da perspectiva feminina, escrito apenas por mulheres e voltado para o público em geral. Com a intenção de produzir conteúdo não apenas focado em questões mais delicadas como feminismo, preconceito e representatividade nas séries, o site também se propõe a ser um espaço para ficar por dentro de tudo o que rola neste meio, com a produção de matérias bem-humoradas, leves e descontraídas.

  1. Collant sem decote

O Collant Sem Decote nasceu em meados de 2014 com o objetivo de trazer um olhar diferente do tradicional para a Cultura Pop. Conteúdo criado por e para mulheres. Não é um site de hardnews, mas de discussão e comentários sobre as diferentes obras da cultura pop.

  1. Minas Nerds

Coletivo que foi criado em março de 2015 e que hoje agrupa mais de mil mulheres, já se transformou em empresa. Começou como um grupo de Facebook criado especialmente por e para mulheres, a fim de discutir HQs, cosplays, RPG, board games, games, literatura, música, cinema e séries de TV. Sem pretensão alguma além de ser um espaço seguro para mulheres, produtoras e consumidoras do mercado geek/nerd, longe do machismo, misoginia, perseguições, bullying e agressividade que geralmente permeiam grupos mistos do meio. Com esse poder de fogo em mãos, decidiram se posicionar como um coletivo que luta pela representatividade justa, apropriada e igualitária da mulher no meio geek e nerd.

  1. Delirium Nerd

Site colaborativo escrito por mulheres. Um espaço seguro para debater sobre cultura e nerdices em geral sob um viés feminista.

  1. Nó de Oito

O Nó de Oito é um site de conteúdo criado com o objetivo de falar sobre assuntos sérios de forma leve, descontraída e, sempre que possível, bem-humorada. Fazem principalmente análises, reflexões, críticas e resenhas de cultura pop sob um olhar feminista e com foco na representatividade de minorias.

  1. Preta, Nerd e Burning Hell

É um espaço virtual em que é possível discutir um modo de consumo (nerdiandade) tendo em vista a simultaneidade dos recortes de raça, gênero, classe. Enquanto é fácil encontrar hospedagens com essa temática em outros países, uma busca em vlogues ou blogues brasileiros mostrará a invisibilidade (senão silêncio) dessa discussão aqui no Brasil – o que não significa que somos únicas. O blogue tem como objetivo suscitar diálogo crítico a respeito dos filmes, quadrinhos, jogos e séries que tanto amamos.

  1. A de Cinefilia

Algo sobre crítica, mulheres e cinema. Blog de Susy Freitas, que faz parte do Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.

Exibição

Várias fotos de mulheres diferentes, no meio e abaixo: Cineclube Delas.

  1. Cineclube Delas

Cineclube Feminista que ocorre todas às segundas quintas-feiras de cada mês, no Tempo Glauber (RJ).

  1. Cineclube Quase Catálogo

Cineclube dedicado às mulheres cineastas. As sessões são mensais e ocorrem no Cine Arte UFF, em Niterói/RJ. Quase Catálogo presta uma homenagem à primeira grande pesquisa sobre realizadoras de cinema no Brasil. Sob a organização de Heloisa Buarque de Hollanda, com coordenação e pesquisa de Ana Rita Mendonça e Ana Pessoa, o volume 1 da série “Quase Catálogo – Realizadoras de Cinema no Brasil (1930/1988)”, publicado em 1989, relaciona 195 realizadoras brasileiras e 479 títulos.

  1. Mostra das Minas

Mostra Livre de Cinema de Mulheres e Cine debate.

  1. Curta o Gênero

Projeto multilinguagens que convida à transformação de mentalidades através do debate e difusão de obras audiovisuais, fotográficas, cênicas e musicais comprometidas com a denúncia das desigualdades de gênero, com a construção ou invenção de outras representações e interpretações simbólicas baseadas na equidade de gênero e na afirmação da diversidade sexual, ou seja, no exercício pleno da justiça e da liberdade nos campos do gênero e da sexualidade.

  1. Fincar

O Festival Internacional de Cinema de Realizadoras (Fincar). O evento teve sua primeira edição em 2016, em Recife (PE). Com foco de gênero na realização, o festival é uma proposta de investigação do processo criativo audiovisual feito por mulheres.

  1. Facção Feminista Cineclube

A FACÇÃO FEMINISTA CINECLUBE tem a intenção de exibir, gratuita e publicamente, filmes feitos para & por mulheres, de forma itinerante, onde nossas pautas, nossos temas, nossa luta por direitos iguais, possam ser debatidos, livremente, por nós, mulheres, em busca de soluções contra a opressão estrutural e cotidiana da sociedade patriarcal.

  1. Cineclube das Outras

O Cineclube das Outras nasce de um desejo: criar um espaço coletivo de exibição e debate de filmes de e sobre mulheres – aberto, autogestionado –, com foco em Outras narrativas, narrativas de muitas Outras: mulheres, negras, indígenas, LGBTs, migrantes. Nasce também dentro de uma conjuntura de resistência: em tempos de fortalecimento de ações de mulheres, o meio audiovisual não ficou de fora da primavera feminista. Entre pés na porta, câmeras na mão, lutas e resistência contra o machismo, racismo e sexismo, mulheres estão ocupando todos os campos do audiovisual e questionando seus lugares históricos no setor: da representação no cinema, aos papéis e cargos que desempenham nas relações de trabalho (direção, fotografia, roteiro e mais), passando pela crítica e curadoria de festivais. Ao recorte de gênero no debate, somam-se os de classe e cor. Sem esse olhar transversal, o setor audiovisual continuará reproduzindo os privilégios e preconceitos arraigados na sociedade brasileira — desigualdade de oportunidades, renda e gênero, além de homofobia, transfobia, exclusão de grupos como os indígenas, quilombolas.

Pesquisa

Corredoras mulheres no meio de um salto sobre obstáculos em um estádio lotado. No canto inferior direito: Acesse www.generonumero.media.

  1. GEMAA

O GEMAA (Grupo de Estudos Multidisciplinar da Ação Afirmativa) é um núcleo de pesquisa com inscrição no CNPq e sede no IESP-UERJ. Criado em 2008 com o intuito de produzir estudos sobre ação afirmativa a partir de uma variedade de abordagens metodológicas, o GEMAA ampliou sua área de atuação e hoje desenvolve investigações sobre a representação de raça e gênero na política e em diversas instituições e mídias (jornalismo, cinema, telenovelas, revistas, videogames). Além das atividades de pesquisa, o grupo também realiza eventos, debates e cursos.

  1. Gênero e Número

A primeira plataforma brasileira que aborda questões de gênero a partir de dados.

Jornalismo Feminista

Fundo branco: revista AzMina, para mulheres de A a Z.

  1. Think Olga

O Think Olga é um projeto feminista de desenvolvimento e difusão de  conteúdos criado em 2013 pela jornalista Juliana de Faria e tem como missão “empoderar mulheres por meio da informação e retratar as ações delas em locais onde a voz dominante não acredita existir nenhuma mulher”. Assim, a informação é usada como força empoderadora e a partir dela acredita-se que se dê as ferramentas necessárias para que as mulheres possam ter escolhas e seguir seus rumos – seja lá quais forem eles.

  1. Revista AzMina

A Revista AzMina é uma publicação online e gratuita para mulheres de A a Z. Nela, há jornalismo investigativo acessível, de qualidade e sem rabo preso com anunciantes.

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