50 dias pela diversidade | #Listas

Existimos. Resistimos. Duas palavras que viraram nosso mantra. A gente fala, escreve e repete para se convencer. Não tem sido fácil encarar – nos espaços públicos e privados – discursos de ódio. Nestas eleições, foi colocado à prova o respeito às pessoas. Preconceitos desvelados e disseminados, como uma virose, em redes sociais. Mulheres, negras e negros e a comunidade LGBTQ+, em especial, foram atacadas – de forma simbólica e também física – pelo simples fato de existirem.

Os tempos são sombrios. Mas sabe o que temos visto também? Uma onda de apoio e de amor. Uma rede de conexões de suporte. E é por aí que queremos seguir. Sempre apostamos na força da representação e da representatividade no audiovisual, da potência de se reconhecer nas telas. Foi então que pensamos nesta campanha: #50diaspeladiversidade. A partir de hoje até o final do ano, traremos aqui 50 obras audiovisuais – uma por dia – que tratem da diversidade que queremos ver nas telas e no Brasil.

Vamos pela empatia e pelo amor. Porque não deixaremos de existir. E de resistir.


1. Chuva é cantoria na aldeia dos mortos, de Renee Nader Messora e João Salaviza

Chuva é cantoria na aldeia dos mortos

Chuva é cantoria na aldeia dos mortos, dos diretores Renee Nader Messora e João Salaviza, é um filme de ficção sobre os indígenas Krahô, da aldeia Pedra Branca, localizada no Tocantins. Na obra, Ihjãc está prestes a se tornar pajé quando escapa da aldeia e vai para a cidade. A partir do seu ponto de vista, o filme destaca o contraste entre esses dois ambientes e mostra as barreiras encontradas pelo protagonista geradas por desconhecimento e preconceito. Este ano, a obra foi premiada na mostra Um Outro Olhar, parte do Festival de Cannes, e durante a premiação o elenco protestou contra o genocídio de indígenas no Brasil.


2. Em defesa da família, de Daniella Cronemberger

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Vanessa e Marília são as felizes mães de Samuel, Felipe e Mateus. O que elas querem para os filhos? Que eles sejam “gente”.

O documentário Em defesa da família, de Daniella Cronemberger, acompanha o cotidiano desta família, cheia de amor, cuidados com os filhos, trabalhos e tarefas banais do dia a dia. As cenas de simplicidade e afeto são contrastadas pela voz em off de parlamentares conservadores – em falas públicas – que tentam desconstruir as relações homoafetivas como sendo famílias.

Somos em defesa da família, de todas as famílias!

Assista ❤


3. Gorda, de Luiza Junqueira

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O documentário Gorda, de Luiza Junqueira, convidou três mulheres para falarem sobre como se relacionam com seus corpos, sobre gordofobia e sobre os padrões de beleza inalcançáveis da nossa sociedade. Desde o título, a obra tenta ressignificar o termo “gorda” e desassociá-lo do tom pejorativo e preconceituoso com que comumente é utilizado. O projeto convidou, através do facebook, quaisquer interessadas a depor e teve como objetivo não somente fortalecer as mulheres gordas, mas também sensibilizar a sociedade para interrupção do processo de perpetuação diária da gordofobia.


4. Kaça, de Karol Conka

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“Achou que eu ía desistir? Vai ter que engolir, pois eu não cheguei até aqui para não existir”.

Kaça é a primeira música do álbum “Ambulante”, de Karol Conka, a “dona do lalá, original sem cópia”. O clipe traz a história de uma jovem (vivida pela dançarina Natasha Virgílio) que vive em um ambiente agressivo e opressor e incorpora uma figura mística (vivida por Conka) que a ajuda, através da música e da dança, a se fortalecer e a se libertar.


5. GLOSSário – Lições 1 e 2, de FaBinho Vieira

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Há 10 anos, o ator FaBinho Vieira iniciava suas experimentações com o audiovisual na lição 01 do GLOSSário. O vídeo, que nasceu a partir de um trabalho da faculdade, surgiu a partir da ideia de abordar os termos, gírias e expressões do dialeto pajubá, utilizado pela comunidade LGBTQ. Os termos seriam, então, explicados de forma engraçada, mas não debochada, por travestis. O curtinha foi filmado na Praça do Ferreira, em Fortaleza (CE). Em 2011, o diretor aposta na lição 02.

Recentemente, o dialeto voltou à tona devido a uma questão no ENEM. Esta que não exigia nenhum conhecimento específico do dialeto, mas apenas qual característica do pajubá o faria ser considerado dialeto e elemento de patrimônio linguístico (NEXO).

Vamos aprender um pouco? Confiram as duas lições:

Lição 1
Lição 2

6. The Shade Forest, desenvolvido por Amanda Sparks

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The Shade Forest é um jogo para celular inspirado nos anos 1990, com direito a gráficos e trilhas sonoras que nos lembram os clássicos da cultura pop de então, como Sonic! O objetivo do jogo é você enfrentar os diversos vilões que são contra o movimento LGBT – seja mandando beijinhos ou no bitch slap. E com quem você joga para enfrentar esses chefões? Com Amanda Sparks, claro! Além de drag queen, Amanda Sparks desenvolve jogos e The Shade Forest é mais uma obra dessa desenvolvedora fabulosa. O jogo é gratuito e pode ser baixado na Google Play ou na App Store. Para saber mais, nada melhor que ouvir a própria Amanda apresentando o jogo em seu canal do YouTube, DRAGeek:

 

 

 


7. Flores Raras, de Bruno Barreto

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Flores Raras é um longa-metragem ficcional biográfico dirigido por Bruno Barreto, lançado no cinemas em 2013. A história acontece em meados do Golpe Militar de 64, durante a passagem da conceituada poetisa americana Elizabeth Bishop pelo Rio de Janeiro. Bishop hospeda-se na casa da arquiteta paisagista e urbanista Lota de Macedo Soares, uma das responsáveis pelo projeto Parque do Flamengo. O filme aborda o nascimento do romance entre as duas e as consequências dessa relação. A história é contada de forma delicada e contextualiza o momento político do Brasil e, mais especificamente, do Rio de Janeiro.

 

 


8. No seu lugar, de Mariana Polo Garotti

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O curta-metragem No seu lugar, da diretora Mariana Polo Garotti, apresenta o dia a dia de Laura, uma menina de nove anos que busca compreender a recente perda de visão de seu avô, de quem é muito próxima. Curiosa e empática, ela faz experiências para tentar se colocar no lugar do avô e perceber como ele interage com o mundo, buscando meios de se aproximarem.

 


9. Dandara, por Long Hat House Studio

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“As ações de Dandara não serão esquecidas”: é o que o jogo diz à medida que você explora o mapa e evolui a personagem Dandara. O jogo Dandara é do gênero Metroidvania (inspiração nos clássicos Metroid e Castlevania) e possui um gameplay criativo e insano. De início, com o nascimento de Dandara, não há muita explicação, a construção da narrativa vai sendo feita ao longo do jogo. Dandara surge para lutar contra a opressão e para isso vai contar com seus saltos incríveis para explorar áreas e derrotar inimigos com seus poderes. Dandara, acima de tudo, possui uma trilha sonora incrível e seu visual corrobora para um jogo fantástico de plataforma. E tal como no jogo com a protagonista Dandara, as ações de Dandara de Palmares também não serão esquecidas na luta contra a escravidão.

Nesta semana, em celebração ao Dia Nacional da Consciência Negra (20 de novembro), traremos na nossa campanha #50DiasPelaDiversidade o destaque para a representação e a representatividade das mulheres negras. O Dia da Consciência Negra foi instituído em homenagem a Zumbi, marcando o dia de sua morte.  Zumbi foi líder do Quilombo dos Palmares e lutou contra a escravidão no Brasil.


10. Tia Ciata, de Mariana Campos e Raquel Beatriz

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O filme de Mariana Campos e Raquel Beatriz traz depoimentos de diversas mulheres negras para contar a história de Hilária Batista de Almeida, a Tia Ciata. A partir de suas falas e da lembrança dessa importante figura, atuante na construção do samba e no desenvolvimento da identidade cultural carioca, o filme fala sobre racismo, machismo, protagonismo, visibilidade da mulher negra e resistência.

No dia 20/11/2018, em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra, o filme estreia no Canal Brasil às 14h, como parte da Mostra de Cinema Negro – Pérolas Negras.


11. Felicidade por um fio, de Haifaa Al-Mansour

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Desde pequena, a publicitária Violet Jones habituou-se a fazer um ritual da “beleza”, passando por diversos processos de alisamento de seus cabelos. Ela queria estar sempre “perfeita” para seu companheiro. A verdade é que Jones deixou que a opinião dos outros a moldasse. Após uma grande mudança na sua vida, Violet passa por uma série de rupturas e aprendizados. Ela acaba por entender que o importante é estar feliz consigo mesma, independente dos padrões de beleza impostos e perpetuados pela sociedade.

O filme foi lançado em 2018 na Netflix. A direção é de Haifaa Al-Mansour, considerada a primeira diretora da Arábia Saudita.


12. Kbela, de Yasmin Thayná

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O curta-metragem Kbela, com direção e roteiro de Yasmin Thayná, é uma experiência audiovisual sobre ser mulher negra, racismo, padrão de beleza, empoderamento e sororidade. O processo do filme tem como condução a questão dos cabelos das mulheres. O filme foi feito com financiamento coletivo com o apoio de 117 pessoas, em 2015. O elenco foi convocado nas redes sociais para garantir a diversidade de personagens que também colaboraram com suas histórias pessoais para o curta. A obra recebeu o prêmio de Melhor filme de curta-metragem da diáspora pela Academia Africana de Cinema (AMAA Awards 2017), entre muitos  outros prêmios. Kbela está disponível para streaming e download gratuito na plataforma http://kbela.org/


13. Cores e botas, de Juliana Vicente

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O curta-metragem Cores e botas, de Juliana Vicente, conta a história de uma garotinha que, como tantas outras na década de 1980, adorava a Xuxa e sonhava em ser paquita. Assim como diversas colegas da mesma idade, Joana participa de um concurso para selecionar novas paquitas, que dançam e cantam no programa infantil da apresentadora Xuxa. Ela é uma das mais preparadas e conhece todas as músicas e coreografias, mas seu sonho causa estranhamento nos adultos que a rodeiam e que não conseguem imaginar uma paquita negra.


14. Banzo, por Uruca Game Studio

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Banzo é lembrança. É a melancolia, a saudade da África. Banzo e a diáspora se relacionam intimamente. Banzo remete à escravidão brasileira. É com essa palavra tão carregada de sentimentos e de resistência que a Uruca Game Studio nomeou seu jogo lançado este ano. Banzo: Marks of Slavery é um jogo de gerenciamento de recursos e estratégia em turnos e começa a partir da contação de história da Vó Maria para sua neta Bia. Assim começa sua aventura como jogador ou jogadora à frente do Quilombo, gerenciando a fazenda para colheitas, o espaço da capoeira para treinar guerreiros e o próprio terreiro, onde as decisões envolvendo ataques às fazendas para libertação dos irmãos e das irmãs escravizadas e também às idas a Salvador para colher informações. O jogo está disponível na Steam.


15. Negritudes Brasileiras, por Nátaly Neri e Gleba do Pêssego

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O web documentário Negritudes Brasileiras foi lançado no dia 12 de novembro e está disponível no canal Afros e Afins. O filme, idealizado por Nátaly Neri e produzido pela Gleba do Pêssego, traz relatos – em sua maioria mulheres – de pessoas negras e sua relação com a negritude, por diversas perspectivas: acadêmica, pessoal, profissional, entre outras. Assuntos importantes como o colorismo, identidade e racismo são abordados de maneira íntima e, apesar da complexidade, a discussão é profunda e contribui imensamente para os novos desafios dos jovens negros e das jovens negras.

Assista:


16. Min e as mãozinhas, de Paulo Henrique dos Santos

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Min e as mãozinhas é o primeiro desenho animado em Libras e parte do seguinte questionamento: como as crianças com deficiência auditiva usufruem as obras audiovisuais? A partir de uma protagonista surda e de episódios curtos, o programa, criado por Paulo Henrique dos Santos, visa não só divertir, mas também ensinar sinais de Libras para o público e chamar atenção para a necessidade de obras inclusivas. O projeto, voltado prioritariamente para o público de 3 a 6 anos, procura apoio financeiro para lançar mais episódios.


17. Elena, de Petra Costa

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Em uma lista sobre a diversidade no audiovisual, o longa-metragem Elena, de Petra Costa, entra aqui para falarmos sobre saúde mental e depressão que acomete jovens mulheres. Para falar sobre morte, suicídio, perda e luto. E também sobre amor, re-encontro e memória. Sobre a relação de mulheres em uma família. Elena, de Petra Costa, é um documentário de intimidade e de poesia, que rasga as relações pessoais expondo-as nas telas e nos levando para dentro daquela história.

{Lembre-se de pedir ajuda – profissional, inclusive, se for o caso. Crie rede de apoio. Cuide de sua saúde mental e não normalize sentimentos de tristeza constante!}


18. Carol, de Toddy Haynes

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Carol se passa na Nova Iorque dos anos 1950, cenário de uma história de amor entre duas mulheres em fases diferentes da vida: a jovem garota Therese Belivet, entregue à rotina de vendedora de brinquedos, e a deslumbrante, experiente e arrebatadora Carol. A construção desse amor é hipnotizante e poética. Como pano de fundo, há o conflito de papéis (mãe, amante, mulher, ex-esposa) e uma sociedade julgadora, enraizada de preconceitos.

O filme, dirigido por Todd Haynes, teve sua estreia no Festival de Cannes em 2015, no qual ganhou o prêmio Queer Palm e o de Interpretação Feminina para Rooney Mara (Therese Belivet). Além disso, concorreu a seis indicações no Oscar, incluindo melhor atriz coadjuvante para Cate Blanchett (Carol). O filme foi baseado no livro de Patricia Highsmith, publicado em 1952, com título original The Price of Salt, mas também é possível encontrá-lo pelo nome Carol.


19. She-ra e as Princesas do Poder, de Noelle Stevenson

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A nova série animada, fruto da parceria entre Netflix e DreamWorks, e criada por Noelle Stevenson, constrói uma She-ra cheia de poder. E a gente não se refere apenas ao fato de Adora se transformar na imbatível She-ra com sua espada poderosa, estamos falando também de girl power. Com muitos elementos ressignificados do desenho clássico, Noelle nos traz uma narrativa delicada e com muito empoderamento, focando em sua relação com sua amiga (e antagonista) Catra e também no seu desenvolvimento enquanto heroína. She-ra terá que organizar uma batalha tendo as princesas de Etheria ao seu lado. E que princesas! Cada uma com uma personalidade e poderes únicos, lutando pelos seus reinos. A série também traz a crescente amizade entre Adora, Glimmer e Bow, um trio para lá de amorzinho que evidencia a construção de personagens em prol de discussões como autoestima, masculinidade tóxica, amizade entre mulheres e tantos outros assuntos. She-ra veio para tirar a heroína da sombra de He-man e dessa vez não foi construída apenas para vender brinquedos, She-ra veio para mostrar para todas as garotas que elas podem, e muito! A série já está com todos os episódios da 1ª temporada disponíveis na Netflix.


20. Coisa mais bonita, de Flaira Ferro

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O clipe da música Coisa mais bonita, da cantora pernambucana Flaira Ferro, foi lançado no início de 2018 e gerou muitos comentários escandalizados, conservadores e preconceituosos. A obra, dirigida por Déa Ferraz (Câmera de espelhos), traz mulheres de diferentes idades, raças e tamanhos tocando seus corpos e sentindo prazer. A música fala sobre a importância da liberdade sexual feminina e do empoderamento suscitado pela masturbação e pelo gozo.


21. Hilda, criado por Luke Pearson, Kurt Mueller e Stephanie Simpson

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Hilda é uma série de animação disponível na Netflix criada a partir das histórias em quadrinho de Luke Pearson. Com cabelo azul, boina e botas vermelhas, Hilda é uma criança curiosa, corajosa e que tem uma paixão pelos animais fantásticos da cidade de Trolberg. Ela, seu fiel escudeiro Twig e sua mãe saem da floresta ao redor da cidade, para se mudar para dentro dos muros de Trolberg – que protegem a cidade dos trolls que ganham vida após escurecer.

Acostumada com uma vida apenas com a mãe, Twig, elfos e outros animais, Hilda terá que aprender a ser uma criança na cidade e para isso conta com seus novos amigos Frida e David. Frida é um menina negra, extremamente inteligente e organizada, e David é um doce de menino, mas morre de medo de muita coisa. Abordando assuntos de criança, a série também chama a atenção pela delicadeza dos personagens em suas rotinas aventureiras. Hilda e Frida são grande amigas e não há competição entre elas. Frida precisa lidar com sua ânsia de controlar tudo, buscando ser criança e não adulta. David desafia a masculinidade tóxica que vemos por aí, já que é um menino que expõe seus medos e sentimentos. Hilda, além disso, é lindo de se ver, com seus cenários coloridos, cheios de fantasia. Toca crianças e adultos a partir do imaginário de uma infância saudável.


22. A garota dinamarquesa,  de Tom Hooper

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O filme, que se passa em 1926 em Copenhague, é baseado em fatos reais e retrata a história da pintora Gerda Wegener, que foi casada por quase 30 anos com Lili Elbe, consagrada na pintura como Einer. Lili ficou conhecida por ter se tornado uma das primeiras a realizar cirurgia de mudança de sexo. A história inspirou o livro homônimo escrito por David Ebershoff e ganhou as telas de cinema em 2015, chegando ao Brasil em 2016.

O processo de nascimento de Lili Elbe e desaparecimento de Einer Wegener é fluido, como pinceladas em uma tela em seda preenchida por cores vivas. É um processo compartilhado com Gerda, que passa por um período forte de reflexão e aceitação. É também muito difícil para Lili enfrentar uma sociedade cercada de preconceitos.


23. Meninos não choram, de Kimberly Peirce

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A roteirista Kimberly Peirce teve sua estreia na direção com o filme Meninos não choram, lançado nos cinemas em 1999. O filme rendeu o Oscar e Globo de Ouro de Melhor Atriz para Hilary Swank, que interpreta Brandon Teena. Depois disso, Kimberly também dirigiu Stop Loss – A Lei da Guerra (2008) e Carrie – A Estranha (2013).

Meninos não choram foi uma obra marcante por se tratar da verdadeira história de Brandon Teena (sim, baseado em fatos reais!) e a violência e preconceitos sofridos por Brandon na descoberta de sua transexualidade, em uma cidade rural no interior de Nebraska nos Estados Unidos. Prepare o lencinho pois é uma história muito triste, mas que gera reflexão pela brutalidade em como as pessoas encaram o que elas não entendem ou não conhecem.


24. Epk Um Corpo no Mundo – Episódio 1: Dentro Ali, de Jouce Prado com Luedji Luna

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Luedji Luna, cantora de Salvador, radicada em São Paulo, canta a diáspora, a saudade e o ser mulher negra, com sons que encantam – por suas letras, música e voz. Conheça um pouquinho do processo de produção de seu primeiro álbum Um corpo do mundo nos vídeos (EPK – Electronic Press Kit ou Kit de Imprensa Eletrônico) com a gravação de algumas das músicas . O primeiro episódio traz Dentro ali. Os vídeos têm direção de Joyce Prado, da Oxalá Produções.


25. Amor, de Michael Hanake

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O filme Amor, dirigido pelo cineasta e roteirista austríaco Michael Hanake, narra a história de amor na velhice do casal Anne e Goerges. A história se passa em Paris e mostra a cumplicidade, paciência e, sobretudo, amor. A narrativa explora os vazios e os silêncios encontrados na terceira idade e ainda mistura muitas melodias, presentes na vida desses dois professores de música. Amor venceu o Oscar e o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro de 2013.  


26. Laerte-se, de Lygia Barbosa da Silva e Eliane Brum

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Laerte-se é um documentário que descreve e desenha parte da vida de Laerte, chargista e cartunista consagrada. Elucidando principalmente a descoberta de sua transexualidade aos 57 anos, a jornada de libertar-se e o reflexo dessa adaptação na sua expressão artística. O filme foi lançado mundialmente em 2017, na Netflix, conta com a direção de Lygia Barbosa da Silva e  Eliane Brum.

Lygia Barbosa da Silva é cineasta com  20 anos de experiência em TV, filmes publicitários, videoclipes e longas-metragens. Destaque na direção de TV para séries como 20 Poucos Anos (MTV Brasil), Os Caminhos de Che, Um Diário de Motocicleta, Across the Amazon, e com a codireção com Lawrence Wahba em Secret Brazil (NatGeo Internacional) e em De Volta a Bikini (FOX e NatGeo). Eliane Brum é jornalista premiada internacionalmente, escritora e documentarista. Além de Laerte-se, codirigiu Uma História Severina e  Gretchen Filme Estrada.


27. Se gosta, se mostra

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Ludmilla, Mc Soffia, Candy Mel (da Banda Uó) e Rafael Mike (do Dream Team do Passinho) lançaram juntos o clipe da música “Se gosta, se mostra”. O projeto foi desenvolvido para o Dia Nacional da Consciência Negra de 2018 e fala sobre aceitação, resistência e liberdade.

Mc Soffia é referência no cenário do rap nacional por representar uma vertente infantil e feminista do ritmo. Ela canta sobre a beleza da menina negra e sobre o combate ao racismo. Nessa nova música, ela aparece junto com outros nomes da música atual, mandando um recado da juventude negra:

“A hora é agora! Se gosta, se joga, se sente, se mostra! Privilégio não me cabe, quero o que é meu por direito. Ancestralidade com muita luta e respeito. Tudo que já gritamos. Será que você ouviu? A juventude negra dominando o Brasil. Sou Mc Soffia e já mando o papo reto, cantando as minhas rimas em forma de protesto. Represento a nação do empoderamento. Rap nacional é o meu movimento”.


28. Nise – o coração da loucura, de Roberto Berliner

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Nise – o coração da loucura, de Roberto Berliner, retrata a história de Nise da Silveira, interpretada por Glória Pires, a psiquiatra precursora do alívio de pacientes esquizofrênicos por meio de uma terapia ocupacional utilizando a arte.  É um filme baseado em fatos reais, que trata da prisão dos centros psiquiatras e as dificuldades de Nise em realizar um tratamento mais digno a essas pessoas, contrariando as técnicas tradicionais da época em um universo completamente masculino. A transformação retratada no filme acontece no Centro Psiquiátrico Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, em meados de 1950.


29.The Last of Us – Parte II

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O jogo The Last of Us, lançado em 2013, foi um tremendo sucesso. Tendo Joel como protagonista e Ellie, uma pré-adolescente bem independente, como parceira, o jogo foi aclamado pela crítica e é muito mais do que um jogo de zumbis.

Na E3 deste ano, foi lançado o trailer do Gameplay do The Last of Us: Parte II e podemos ver uma Ellie mais velha, humana e também mais letal do que no game de 2013. O jogo traz uma protagonista poderosa, que encontra na sua sexualidade o conforto de um amor, em comparação a estratégias e a necessidades de matar em um mundo pós-apocalíptico com humanos hostis e criaturas canibais. O jogo ainda não tem data de lançamento, mas já deu o que falar: seja por comentários homofóbicos sobre a sexualidade de Ellie, seja pela empolgação para jogar um game que faz parte de uma franquia premiada, tendo uma mulher como protagonista.

Assista ao gameplay [AVISO DE GATILHO: violência e morte]:


30. O álbum das mulheres incríveis, de Natalia Milano

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O canal do YouTube O álbum das mulheres incríveis, que tem criação e apresentação de Natalia Milano, traz de forma lúdica e colorida histórias de mulheres maravilhosas. A partir da premissa de que “somos muitas”, apesar de uma constante tentativa de nos “invisibilizar”, o álbum escolhe personalidades e conta suas histórias. A primeira temporada apresenta 16 mulheres – a última sendo uma das espectadoras do canal.

Natalia conta que Amelia Earhart tinha um real “álbum das mulheres incríveis”. A aviadora costumava guardar recortes de jornais que apresentavam mulheres bem sucedidas para se inspirar. Assim, Natalia constrói o seu álbum audiovisual e compartilha conosco!

Abaixo confira o making of da produção – e depois confira as primeiras 16 mulheres incríveis!

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