Três clipes para parar tudo e assistir agora | Listas | #MúsicaParaEmpoderar

Três mulheres poderosíssimas da nova música brasileira. Vozes potentes e músicas necessárias, carregadas de empoderamento feminino e valorização da cultura negra. Os videoclipes fortalecem a mensagem. São como curtas-metragens de cada história. Narrativas de afetividade, ancestralidade, diversidade, liberdade e empoderamento.

Em tempos nos quais enfrentamos uma reverberação de preconceitos, respondemos com arte, nas vozes dessas mulheres negras. Mesmo com dor no peito, apostamos na diversidade, no amor, e na força e no avanço feminista. Nossa luta contra o machismo, racismo e homofobia não vai parar. Com vocês, Luedji Luna, Xênia França e Iza!

1. Notícias de Salvador, de Luedji Luna

Não sei o que é mais bonito – a voz de Luedji Luna, as imagens e artes na tela ou a música em si. Tudo junto. Essa é a potência do clipe, dirigido por Joyce Prado, da Oxalá Produções. A composição é de François Muleka e Marissol Mwaba.

Ao postar o clipe em sua página no Facebook, Luedji fala sobre as narrativas de afeto das mulheres negras e questiona: “quais memórias nós, enquanto população negra, temos de nossas mães brincando com a gente? Quais lacunas a gente carrega quando se trata da palavra amor? Ele se manifesta num ‘eu te amo’ ou no cuidado de nossos cabelos pelas nossas mães?”.

De Salvador, hoje moradora de São Paulo, a cantora lançou seu primeiro – e impactante – álbum ano passado – Um corpo no mundo. A música de mesmo nome também tem um belo videoclipe com a direção de Joyce Prado.

Em Notícia de Salvador, Luedji canta:

Que nos sirva de consolo

Que nos livre do mal gosto

Que nos sirva, amém”

Um canto de alento para os tempos que vivemos.

 


2. Pra que me chamas?, de Xênia França

Com roteiro de Xênia França e direção de Fred Ouro Preto, o clipe de Pra que me chamas? é uma homenagem e uma poesia visual da/para a mulher negra, com referências explícitas a Djamila Ribeiro (Quem tem medo do feminismo negro?), Lázaro Ramos (Na minha pele), Ana Maria Gonçalves (Um defeito de cor) e Nelson Mandela.

Um grito contra o racismo e uma forte crítica à apropriação cultural. A música é de Xênia França e Lucas Cirillo.

Xênia também é baiana radicada em São Paulo. Fez parte da banda Aláfia e lançou em 2017 seu primeiro álbum solo.

Escuta a voz – e entenda a potência – dessa mulher!

 


3. Dona de mim, de Iza

Com direção de Felipe Sassi e roteiro dele e de Iza, o clipe de Dona de mim carrega o empoderamento feminino, na crítica à violência e na diversidade,  numa pegada de r&b, ainda com um trechinho gospel no final.

“Dona de Mim” conta a história de uma professora que cuida de seus alunos como se fossem seus filhos, uma jovem mãe solo que se esforça na criação de seu filho e uma advogada transexual que encara o preconceito nos tribunais. As três personagens que atuam no clipe são na verdade três inspirações da vida real: Josi Lima, Bia Sabiá e Marcella Maia. A ideia é contar o processo de empoderamento até se considerar dona de si.

Após os sucessos de Pesadão e Ginga, em parceria com Marcelo Falcão e Ricon Sapiência respectivamente, Iza arrasa ainda mais, rodeada de mulheres inspiradoras.

Mais um clipe para calar a boca dos preconceitos que nos rondam e nos querem calar.

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